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Quanto custa um telescópio - Segunda Parte

SAIBA COMO É OLHAR ATRAVÉS DE UM TELESCÓPIO
 
No dia 24 de abril de 1990 foi lançado ao espaço o Telescópio Espacial Hubble que desde então tem orbitado nosso planeta. Em pouco mais de 20 anos o Telescópio Hubble capturou belas fotos do espaço, entre nebulosas, estrelas e planetas. E talvez muitos, impressionados pelas belas imagens vistas em revistas, sites ou outros meios decidem adquirir um telescópio para também observar os mesmos objetos fotografados pelo Hubble, tendo em mente todos aqueles detalhes e magnitude da foto observada.
No entanto ao observar através de um telescópio, alguns se sentem insatisfeitos com os resultados e dizem não ser aquilo que esperava. Mas outros se lembram quão fascinante foi ao observar pela primeira vez a Lua ou algum planeta através de um telescópio!
 
Portanto o objetivo desta segunda parte do artigo “Quanto custa um telescópio”, é orientar os novos que se interessam em astronomia, quanto ao que se espera observar através de um telescópio e que expectativas reais podem ser alimentadas. 

O QUE POSSO ESPERAR VER?
 
De fato há uma variedade de coisas que podem ser observadas num céu anoite. Podemos alistar entre os mais fascinantes, a Lua, planetas e aglomerados abertos ou globulares. No entanto um aspecto marcante, ao obvservar através de um telescópio é a ausência de cores vibrantes como as que são vistas nas fotos. 
Embora os telescópios consigam captar entre 70x a 2000x mais luz do que o olho humano, somos limitados por nosso próprio olho quanto a enxegar as cores vindas de objetos do espaço. 
Isso é explicado levando em consideração a própria anatomia do olho humano. Explicando de forma rápida, as imagens são formadas na retina onde há dois tipos de células fotorreceptoras, chamadas de: cones e bastonetes. 
 
Os cones é que são as células responsáveis pela visão colorida e existem cerca de 7 milhões deles na retina.
Os bastonetes são responsáveis pela visão em preto e branco e ao todo na retina, eles representamum um número de cerca de 126 milhões, 18X a mais do que os cones. Isso explica por que as cores são ausentes nas observações visuais de objetos celestes tão distantes da Terra.
 
Mas o que estes valores representam ao observarmos, por exemplo, a Nebulosa de Órion através de um telescópio? Observe as figuras abaixo:
 
nebulosa de órion com telescópio 150mm    nebulosa de órion com telescópio 305mm          astrofoto nebulosa de órion
 
Logicamente os resultados com os telescópios 150mm ou 305mm podem ser ainda melhores caso o observador esteja em região desprovida de poluição luminosa tão presente nas cidades. Porém, é possível notar com esta simulação uma percepção real da ausência de cores na Nebulosa de Órion quando observada através de um telescópio. Podemos dizer que o mesmo já não ocorre quando é feita a captura da imagem da nebulosa através de uma câmera CCD acoplada a um telescópio, mas isso será explicado em maiores detalhes em outro artigo oportuno.
 
Agora quando o assunto é observação planetária é importante ter em mente algumas limitações que temos devido a atmosfera da Terra. Uma boa observação requer uma boa atmosfera e foi pensando nisso que foi elaborada a Escala Antoniadi (seeing). No link a seguir você encontrará um artigo completo sobre “seeing” (http://tellescopio.com.br/astronomia-nocoes-basicas/determinando-seeing-transparencia)
 
Bom, mas fica a pergunta: o que se pode esperar ver num telescópio quando apontado para algum planeta?

Abaixo colocamos o exemplo real de como é observar Júpiter e Saturno através de um telescópio. As imagens mostram a diferença entre duas situações de observação, sendo uma com um “seeing” perfeito e outra com o seeing moderado.
 

vista de júpiter através de telescópio 90mm

Telescópio 90mm - ampliação de 140X
 
Com um seeing perfeito, ao observar por um telescópio com abertura de 90mm, notará alguns detalhes nas faixas equatorias bem como as sombras das luas galileanas em trânsito sobre o planeta. Porém, a condição de observação mais típica encontrada é o seeing moderado. Nela alguns detalhes passam a ficar turvos exatamente como exemplificado na gravura acima com seeing moderado. 
 
A seguir temos outro exemplo de Júpiter, porém com um telescópio de abertura um pouco maior.
 

júpiter visto através de um telescópio 150mm

Telescópio 150mm – ampliação de 240X
 
Debaixo de condições perfeitas de observação, o obsevador notará no disco planetário de Júpiter mais detalhes na faixas equatoriais, também a Grande Mancha Vermelha. Mas exatamente como dito antes, a condição mais típica encontrada é a de um seeing moderado, portanto espere ter uma visão de Júpiter próximo ao que está exemplificado acima na gravura. 
 
Embora o seeing moderado seja mais presente nas observações, em vários momentos é possível notar algumas rápidas variações na atmosfera que proporcionam detalhes realmente incríveis como retratado na gravura de seeing perfeito. Por isso fica importante salientar aqui que a observação de um planeta não se dá simplesmente por olhar rapidamente por uma ocular e logo partir para o próximo alvo. É sempre aconselhado ao observador, ambientar o olho em local escuro por um período de 20 a 30 minutos antes de começarem as observações. E para que haja real aproveitamento da observação e também seja perceptível todos os pontos mencionados acima, tire tempo para de fato observar os vários detalhes no disco planetário. Assim, após um período a acuidade visual aumenta em nível, tornando fácil a percepção de detalhes outrora apagados aos olhos.
 
Outro exemplo e um dos alvos preferidos de muitos observadores é o planeta Saturno, veja abaixo como é observa-lo através de um telescópio.
 

saturno visto por um telescópio de 90mm

Telescópio 90mm - ampliação de 140X
 
O planeta Saturno realmente é a joia do céu e observa-lo causa emoção em muito observadores de primeira viagem e até mesmo em alguns mais experientes. Mesmo em condições de seeing moderado, os anéis de Saturno são claramente vistos e uma leve divisão é possível ser notada nas bordas, chamada de divisão de Cassini. Junto com o planeta também é possível observar umas quatro ou cinco luas que o orbitam.
 
Abaixo observamos Satuno com um telescópio de 150mm.
 

saturno visto de um telescópio 150mm

Telescópio 150mm - ampliação de 240X
 
Com uma ampliação de 240X num telescópio de 150mm Satuno fica ainda mais fascinante. A divisão de Cassini é ainda mais aparente, mesmo em condições de seeing moderado. Também é possível observar mais nitidademente a faixa norte equatorial além de seis ou sete luas.
 
Confira nos links a seguir as diferentes percepções dos planetas através de telescópios com diferentes aberturas.
 
 
Se o seu interesse em adquirir um telescópio for para astrofotografias, então aguarde o próximo artigo onde serão analisados alguns pontos.
 

1 Comentar para "Quanto custa um telescópio - Segunda Parte"

Edinaldo Oliveira Em 28 Jul 2015
Belo comparativo! Parabéns! Responder este comentário

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