Qual a causa das faixas de Júpiter?

As diferenças entre as regiões de cor clara, conhecidas como zonas, e as de cor escura, conhecidas como faixas, depende da organização dos ventos na atmosfera de Júpiter. Ao contrário os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), os planetas exteriores são maiores e possuem o movimento de rotação mais rápido. Duas forças principais dominam seus movimentos: Força Centrífuga, que faz com que suas formas de ser oblato em vez de esférica, e Força Coriolis, o que torna mais difícil para um objeto se mover  para o norte ou para o sul em comparação com o leste ou oeste. Como resultado, os jatos atmosféricos de leste-oeste são os principais responsáveis pelos movimentos dos ventos de Júpiter, que se movem em diferentes velocidades e em diferentes latitudes. Não há plena certeza do que provoca os jatos atmosféricos, mas os dados da sonda Galileo em visita a Júpiter em 1995 nos mostram que eles são bastante estáveis, dada tamanha pressão atmosférica do planeta gasoso. 
 
Os limites entre as faixas e as zonas são coincidentes com picos ou depressões nos jatos atmosféricos leste-oeste. As zonas de cor clara, tem um jato atmosférico para o leste, no lado mais próximo ao pólo e outra para o oeste no lado mais próximo ao equador. Já para as faixas de cor escura, a situação é inversa. É possível que as zonas sejam aparentemente mais claras porque são cobertas de nuvens de alta altitude, compostas em grande parte de partículas de gelo. Estas nuvens são semelhantes às nuvens cirrus na atmosfera da Terra, porém as de Júpiter provavelmente contêm uma grande quantidade de gelo de amônia, e não de gelo de água. As faixas mais escuras também têm um nível superior de nuvens de gelo que estão em altitudes semelhantes, mas elas são muito mais finas e as partículas em si são bem mais escuras; estas nuvens contêm menos amônia. 
 
Em agosto de 2011, a NASA lançou a missão Juno para analisar melhor o planeta gigante. Um dos principais objetivos do projeto, desde de que a sonda chegue a Júpiter em julho de 2016, é a sondar mais o interior da atmosfera do planeta, para entender o quão profundo e quão forte são as diferenças entre a extensão das faixas e as zonas.
 
Glenn Orton, Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia Institute of Technology, em Pasadena
 

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